Após
a Marcha contra a ALCA e a Guerra e pela Paz, que reuniu milhares
de delegados e participantes, foi encerrado dia 27 janeiro
no Largo da Epatur, em Porto Alegre, o III Fórum Social
Mundial que mostrou mais uma vez que “um outro mundo
é possível”.
Fotos
João dos Santos e Silva

Lideranças
políticas também marcharam em Porto Alegre,
mostrando que um outro mundo é possível
Na
atividade estiveram presentes delegações do
Iraque, México, Estados Unidos, Índia, Europa
e África, além do bispo brasileiro Dom Tomás
Balduíno. O Comitê Organizador e o prefeito de
Porto Alegre, João Verle, fizeram os pronunciamentos
finais.
O
Fórum Social Mundial 2003, que aconteceu na Capital
gaúcha de 23 a 27 de janeiro, reuniu cerca de 100 mil
participantes entre delegados, observadores, profissionais
de imprensa e ativistas de todo o mundo.
A
organização registrou um total de 20.763 delegados,
representando 5.717 organizações de 156 países.
Credenciaram-se
para a cobertura do evento 4.094 jornalistas de 1.423 veículos,
de 51 países do mundo. Deste total 3.262 vieram representando
veículos de imprensa, rádio ou tevê e
832 como jornalistas free-lancers.
Dos
51 países, o Brasil foi quem enviou o maior número
de representantes. Foram 2.131 jornalistas brasileiros que
representaram 808 veículos. A imprensa italiana foi
a segunda mais numerosa, com 153 jornalistas representando
83 veículos.
A
seguir vêm Argentina ( 141 jornalistas de 73 veículos)
e França ( 153 jornalistas de 74 veículos).
Destaque para a delegação americana que enviou
97 jornalistas, mesmo número da delegação
de jornalistas uruguaias, mas com maior número de veículos:
53 contra 42 do Uruguai.
Foram
realizadas 1286 oficinas no Fórum Social Mundial 2003.
O
FSM 2003 contou com o trabalho de cerca de 650 voluntários.
O
Acampamento da Juventude abrigou cerca de 25 mil pessoas,
das quais mais de 19 mil foram credenciadas como representantes
de cerca de 700 coletivos.
A
organização do Fórum Social 2003 teve
um custo direto total de US$ 3,485 milhões, fora os
custos indiretos com pessoal e hospedagem de conferencistas
assumidos pela Prefeitura de Porto Alegre.
O
volume de dinheiro gerado pelo Fórum é, no entanto,
muito maior. Os organizadores calculam que os 100 mil participantes
movimentaram, no mínimo, US$ 20 milhões, entre
despesas de transporte, hospedagem e alimentação.
Pelos cálculos de alguns órgãos de imprensa,
este montante poderia chegar a US$ 50 milhões.
O
Sindicato dos Bancários de Porto Alegre e Região
participou ativamente do Fórum Social Mundial 2003,
organizando ainda oficinas, seminário e uma manifestação
contra a globalização do capital financeiro.
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